Bíblia Católica
sábado, 21 de julho de 2007
A verdade escrita para aqueles que não a quiseram ou não puderam ouvir
É com alguma desilusão que aqui venho publicar o sucedido no último ensaio (19 - 07 - 2007) na tentativa de expor a verdade dos acontecimentos. Relembro que esta 5ª feira o "Sr." Fernando (dirigente do côro de Sábado pediu á Cristina (nossa dirigente) para falar no final do ensaio a todos os membros. Quando o ensaio acabou o "Sr." Fernando apresentou uma folha da qual foi citando algumas frases da minha autoria, frases estas que disse estarem publicadas neste blog. Meus amigos, é uma mentira pois eu nunca feriría em público a integridade de uma pessoa como o "Sr." Fernando. E a prova que não o fiz é que a folha que o "Sr." Fernando apresentou trata-se de uma conversa particular num IRC da internet (messenger) que eu tive com a Sónia Marisa Gomes a propósito da razão que me levou a afastar do côro por um certo período de tempo.
Como foi essa conversa parar ás mãos do Fernando? Bem, a Sónia decidiu ir ter com a Célia (dirigente do côro de Domingo) para falar sobre as minhas afirmações. A Célia pediu-lhe uma cópia do histórico da conversação e entregou-o ao "Sr." Fernando.
Nessa conversa referi que na missa de Sábado as músicas eram alteradas pelo "Sr." Fernando, no entanto o "Sr." Fernando afirma apenas ter alterado o tom do salmo. Esta é então uma segunda mentira contestada pelos os meus colegas guitarristas e os restantes instrumentos. O "Sr." Fernando referiu ainda que eu e a Cristina tencionavamos fazer uma revolução no grupo coral e criar um grupo jovem para a missa de Sábado e um grupo solene para a missa de domingo comigo a tocar e com a Cristina a ensaiar. É verdade que no dia do Corpo de Deus eu e a Cristina falamos sobre como seria a organização ideal para o nosso côro, mas nunca iriamos impor uma alteração tão radical nesta fase. Tratavam-se de ideias a propôr no futuro. E neste caso o "Sr." Fernando refere que se sente ofendido porque acha que eu o considero a ele e a muita gente do côro, velhos demais para lá estarem. Mas meus amigos, em primeiro lugar todos são bem-vindos, em segundo lugar só fazem falta os que lá estão, e em terceiro lugar porque é que não devemos rejuvenescer a igreja e fomentar nos mais novos a participação activa e dinâmica nas eucaristias? Com esta afirmação, o "Sr." Fernando demonstrou não ser adepto da mudança e referiu não ser cantor de músicas de cancioneiro.
Mas eu já comentei com muita gente o que penso. Acho que deviam existir 2 coros diferentes (um jovem para sábado e um solene para domingo com ensaios separados), 2 estilos diferentes de música, 2 ou mais pessoas a tocar orgão, e 2 pessoas a dirigir (a Cristina e outra pessoa) á semelhança de outras paróquias. E quando me referi exclusivamente ao meu nome e ao da Cristina para desempenharem essas tarefas, mesmo sabendo que ambos não temos disponibilidade, foi porque não encontrei no côro pessoas com mais experiência e competência do que aquela que ambos temos em lidar com grupos corais (e relembro que já ando nisto á 5 anos), não desprezando de forma alguma os nossos músicos. Entre outras coisas que o "Sr." Fernando referiu, e ás quais decidi nem sequer dar importância, foi buscar ao passado um assunto mais que encerrado. No último ponto do seu discurso referiu que no dia 6 de Janeiro de 2007, dia de Reis, eu tinha alterado as músicas da celebração na Senhora da Hora sem a sua autorização. Esta é a terceira e maior mentira que o Fernando proferiu. O que se passou foi que a Professora Filomena Petiz falou-me que iria recriar o Dia de Reis na Capela Senhora da Hora com uma recriação viva do presépio (coisa que não se fez na igreja nova) e pediu-me que escolhesse canticos alegres e bonitos apropriados á situação. Na semana anterior ao dia de reis tirei fotocópias de músicas escolhidas por mim e fiz um ensaio no final da eucaristia com um côro formado a pedido de muitos paroquianos que frequentam a eucaristia na Senhora da Hora (constituido pela Professora Filomena, o Advgogado Sá Pereira e a esposa, entre outros participantes que tudo testemunharam nesse dia). O "Sr." Fernando disse: "Sabes Xavier, eu até ficava, mas tenho de levar a minha mulher a enfeitar á terra dela e depois fica muito tarde para ela cozinhar (...)" E combinamos que ele levaria as músicas para casa (e levou) e passaria em minha casa na sexta feira seguinte para ensaiar (o que não fez). No Dia de Reis, como o "Sr." Fernando não veio a minha casa, eu telefonei a um senhor do côro de caldas de S. Jorge para vir ajudar a cantar nessa celebração, uma vez que o "Sr." Fernando não estava preparado. Ao falar ao Padre António do sucedido referiu-o como se se tratasse de um desconhecido sendo que algum tempo antes já tinham cantado juntos num casamento na Igreja de S. Jorge a pedido desse senhor por meu intermédio. O "Sr." Fernando cantou, portanto, apenas aquilo que lhe dizia respeito, e na semana anterior não demonstrou qualquer forma de pretesto á celebração que iriamos realizar. DEsdo dia de Reis que o "Sr." FErnando mudou a sua forma de estar comigo e, principalmente com os meus pais, e isso não é mentira!!! Só lamento que o "Sr." Fernando considere uma conversa particular com a Sónia como um apunhalamento pelas costas e não considere de igual modo o facto de falar com o Pe. António nos dias seguintes sobre o dia de Reis deturpando a realidade e referindo que eu alterei tudo á última da hora sem aviso prévio, assim como todo o discurso que elaborou e proferiu frente a todo o côro no dia 19 - 07 - 2007 dando a entender que eu publicara neste blog informações contra a sua pessoa, contra os seus actos, e contra a sua palavra. Não desdigo nada do que o "Sr." Fernando citou quanto áquela conversa porque sou um homem livre e pensante com o direito de transmitir aos colegas que mais confio a minha opinião sobre todo e qualquer assunto. Tenho a agradecer ao "Sr." Fernando e a todos aqueles por quem passou a conversa até lhe chegar ás mãos por não terem alterado nada do que eu escrevi. Foi uma prova que afinal têm bastante seriedade. No entanto "Sr." Fernando, apesar de não ser grande em altura, e já ter uma idade, ainda está a tempo decrescer na boa fé e deixar de dar trunfos ao passado. Quando fez o seu discurso de 15 minutos e depois fugiu assim que eu fui tentar justificar-me, teve um acto de cobardia, uma vez que num tribunal são sempre ouvidas ambas as partes. O que faz cá falta não é o permanecer igual, mas sim o fazer melhor. E devia vir cá ao blog para ver que o Xavier não é uma criança que tudo permite, é um adulto em formação e informado que sabe mais do que ver, ouvir, ler e escrever. O Xavier sabe pensar sobre a fé e sobre as formas de a viver e questiona-se como poderá a igreja ser mais perfeita e próxima de Deus. E de certeza que não é com discursos como o que proferiu no dia 19 - 07 - 2007. Aqui não apelo apenas ao sentimento. Apelo também á razão. Por minha parte está encerrado este assunto.
Quanto á atitude da Sónia considero que não entregou a conversa de má fé porque já a conheço há muito tempo e sei que não seria sua intenção prejudicar ninguém. Considero um acto inocente pela parte dela.
Agora quanto á disposição da Célia nesse mesmo dia. Bem, foi a Célia quem pediu uma cópia da conversa privada que tive com a Sónia e depois foi entregá-la ao Fernando. Portanto, esse foi um acto interesseiro e de má fé. Mais! Referir que a reunião que o Pe. António teve com ela, o Fernando e a Cristina era sigilosa é pura mentira, porque se assim fosse, quando o Pe. António veio jantar a minha casa não me teria contado o que se tinha passado nessa reunião. Por fim, fugir antes de eu me justificar referindo que já sabia de tudo há muito tempo foi, á semelhança do "Sr." Fernando um acto de cobardia. Mas por minha parte, també está encerrado este assunto.
E agora que a verdade está reposta resta-me justificar porque razão deixei de tocar na Capela da Senhora da Hora. Ao contrário do que muita gente diz, eu não deixei de tocar na senhora da hora porque me chateei com o "Sr." Fernando, até porque não estou xateado com ninguém, mas sim porque me acusaram de levar equipamento da paróquia para casa (nomeadamente o órgão e os seus constituintes). Quero, portanto, aqui referir que os órgãos que sempre estiveram na Senhora da Hora e os amplificadores e microfones que lá trabalharam ( antes e mesmo depois da comissão fabriqueira lá instalar a aparelhagem que agora lá está) são da minha propriedade, mesmo sabendo que a Capela já foi vítima de uma tentativa de arrombamento. Para além disso dou aulas de piano e orgão ao durante as férias e preciso dos meus teclados. Foram ests as razões que me levaram a retirar o meu material e só voltarei a tocar na Senhora da Hora quando um novo órgão lá for colocado.
Quero também dizer que toda a gente tem acesso a este blog e que o Pe. António tem um histórico de todos os artigos aqui publicados quer por mim, quer por todos os visitantes que participem com comentários. Assim como o Pe. António é também conhecedor de toda a verdade desde as 15:30 do dia 20 - 07 - 2007.
Quanto ao comportamento dos membros do côro, desiludiram-me profundamente por não quererem ouvir um jovem defender-se numa posição de inferioridade porque não tinha um discurso preparado nem esperaria uma tal invasão de privacidade numa conversa privada. Obrigado a todos aqueles a quem esta mensagem vai chegar, pois é sinal que tiveram interesse em aproveitar uma segunda oportunidade para conhecer a verdade. E para aqueles que de mim duvidam tenho apenas uma expressão a dizer: "Não há maior cego no mundo que aquele que não quer ver."
Quero ainda agradecer á Cristina, aos músicos, ao Pe. António e a todos aqueles que em união connosco não nos defendem apenas porque gostam de nós, mas que nos defendem porque têm consciência que a Igreja já tem demasiados conflitos internos, e que não há razão nenhuma para criar ainda mais discórdia. Eu iniciei a minha missão com o Pe. António e esta missão não tem fim, alguém a continuará por mim um dia mais tarde. Daqui em diante a minha função será cumprida na integridade e limitar-me-ei a isso.
Com os melhores cumprimentos,
Xavier de Sousa Coutinho
Pedantismo exacerbado do Padre Mario da Lixa e dos seus influentes
É com tristeza e alguma revolta que na 166ª edição de Julho / Setembro 2007 do Jornal Fraternizar li um artigo entitulado de "Paganismo CAtólico Regressa a São João de Ver". Quero, meus caros, alertar para o carácter exacerbadamente pedantesco que têm as afirmações proferidas pelo Padre Mário da Lixa neste artigo. É verdade que a festa de S. João, assim como muitas outras que já referi neste blog, teve origem pagã, mas não podemos considerar paganismo a comemoração de uma festa cristianizada pela igreja há muitos anos atrás!
Outro ponto será o ataque directo ás atitudes tomadas pelo nosso pároco Pe António que são consideradas pelo Pe Mario da Lixa como mecanismos de controlo social. De destacar ainda que em todas as suas intervenções, o Pe Mário referiu apenasquilo que lhe convinha. Esqueceu-se de referir movimentos como a Lectio Divina (o estudo das leituras bíblicas), a união para ajudar os trabalhadores desempregados da Rhode, a publicação trimestral das receitas e despesas da paróquia e o carácter acessível, exigente, e tolerante do nosso pároco face ao anterior. É também verdade que o mais comum dos cidadãos não conhece o referido no Concílio do Vaticano II, bem como a Constituição Lumen Gentium, mas mais importante que esse conhecimento é o carácter vergonhoso de publicar este género de artigos num jornal. Onde está o amor ao próximo? Porque faz ascensão e distinção de pessoas? Não é Deus aquele que nos julgará segundo os nossos pensamentos, actos e palavras? O que ganha o Pe Mario da Lixa com semelhante discurso argumentativo?
Xavier de Sousa Coutinho
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Orientações sobre a postura de um côro
Conseqüentemente, que os músicos toquem e cantem (como a assembléia faz) com a atenção voltada para a Palavra e para o altar. Por isso, fiquem mais voltados para este centro de atenção, e não simplesmente "de frente" para a assembléia (como se estivessem tocando e cantando "para" o povo). Importantíssimo: os músicos tomem muito cuidado para não "roubar a cena" do mistério que se celebra na mesa da Palavra e na mesa da Eucaristia. Sua atuação deve antes "convergir" e levar a "convergir" para este centro. O estilo show "rouba a cena" (tira a atenção!) daquilo que é central na celebração. Isso não deve acontecer.
O mistério de Deus é o mais importante. E mais: cantem e toquem músicas que "batem" realmente com a ação litúrgica que se realiza e com o momento (e época) da celebração. Não é qualquer música, só porque é "bonita"... Como diz o Concílio, tem que ser música que esteja "intimamente ligada com a ação que se realiza". E ainda: dentro do princípio de que a música deve estar intimamente ligada à ação litúrgica, quando termina a ação, cessa também a música. Finda a procissão de entrada, ou de ofertório, ou de comunhão, pára também a música. Nada de "espichar" o canto com as restantes estrofes que sobram.
Pois a finalidade da música sacra é acompanhar (solenizar) a ação litúrgica, celebrando o mistério. Outra coisa muito importante: evitem fazer muito barulho! Já está mais que provado: o mistério de Deus, a gente o sente é na suavidade, na calma, na serenidade, no silêncio. Por isso, os músicos - na arte de tocar e cantar - devem deixar, em primeiro lugar, o mistério de Deus "aparecer"! E é no silêncio que ele se manifesta. Por isso, privilegiem a maneira suave e silenciosa de tocar e cantar. Enfim, uma última sugestão: a música litúrgica deve ter sempre um caráter orante. Por isso, os músicos devem cantar e tocar na liturgia com espírito de oração. Orando! Sua música deve ser oração em forma de sons e acordes. Canto, sons, e acordes, tudo oração.»
Quero mais uma vez agradecero apoio que o Frei José Ariovaldo da Silva tem dado a tantas paróquias que se esquecem de que o centro da elebração não são os homens mas sim Cristo.
Xavier de Sousa Coutinho
Cantar a missa ou cantar na missa?
«Quando uma música é litúrgica ou não? Quem nos responde é o próprio Concílio Vaticano II, em 1963. Há 40 anos, portanto. No capítulo VI da Constituição sobre a Sagrada Liturgia, dedicado à música sacra, o Concílio nos ensina o seguinte: "A música sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica, quer exprimindo mais suavemente a oração, quer favorecendo a unanimidade, quer, enfim, dando maior solenidade aos ritos sagrados" (n.º 112). Como se vê, o Concílio diz que a música sacra será tanto mais santa, isto é, litúrgica, "quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica".
Este é o critério fundamental para discernir se uma música é litúrgica ou não. Em outras palavras, ela (a música) é litúrgica quando está a serviço do mistério de Deus que se celebra na liturgia. Vamos repetir: a música é litúrgica na medida em que estiver intimamente ligada à ação litúrgica. E, no caso da missa, o que é uma ação litúrgica? São as diferentes ações que se realizam para celebrar o mistério de Deus em Cristo: procissões (entrada, ofertório, comunhão), ritos iniciais, proclamação da Palavra, proclamação da Oração Eucarística, comunhão, despedida, etc.
Então, uma música é litúrgica na medida em que expressar o mistério de Deus celebrado em cada uma dessas ações, sem esquecer também do tempo em que estamos (Advento, Natal, Quaresma, Tempo Pascal, Tempo Comum, Festa especial do Senhor, de Maria ou outro santo). Por exemplo, qual é o mistério de Deus que celebramos no momento de iniciar a celebração? É o mistério do Deus que nos acolhe em sua casa, nos reúne em comunidade (em assembléia) para nos comunicar sua Boa Nova e sua Vida, na Palavra proclamada e na Eucaristia celebrada.
A música deve expressar, de alguma maneira, o mistério deste Deus e a nossa oração a este Deus "hospitaleiro"; nos ritos iniciais, a música deve expressar o Deus que nos reúne e nos prepara para ouvir a sua Palavra e participar da sua Ceia. Na liturgia da Palavra, a música deve expressar o mistério de Deus que fala ao seu povo reunido, e da assembléia que fala para Deus. No ofertório, a música que acompanha a ação litúrgica deve expressar, de alguma maneira, o mistério de Deus que nos reúne em torno à sua mesa para celebrar a Eucaristia e, ao mesmo tempo, o mistério da assembléia que se coloca como oferta para Deus.
Na comunhão, a música deve expressar o mistério de Deus que entra em comunhão conosco, para entrarmos também nós em comunhão uns com os outros, em favor da vida. E assim por diante... Assim sendo, com base nesses critérios emanados pela Igreja na Constituição sobre a Sagrada Liturgia do Vaticano II, aponto a seguir, para os músicos de nossas comunidades, algumas orientações práticas importantes.»
Estas são algumas das palavras do meu colega Frei José Ariovaldo da Silva. Desde já agradeço os esclarecimentos que a todos nos propôs.
Xavier de Sousa Coutinho
terça-feira, 3 de julho de 2007
Uma palavra de amigo
Foi a isto que se resumiu a visita do nosso pároco a minha casa, no dia 26 do passado mês de Junho, que me convenceu a voltar para o grupo coral. Uma palavra de amigo diz que não é saíndo, mas sim ficando que se marca a diferença e que se efectua a mudança. Depois de um jantar algo animado e de falarmos de projectos da paróquia, o Pe. António esclareceu-me muitas das minhas duvidas e referiu que é de louvar o cristão que diz ter dúvidas da sua fé. Aquele que duvida demonstra interesse na fé e na busca da verdade. Se queremos seguir o caminho de Jesus temos de ir ao seu encontro em vez de ficarmos na berma a ver a banda passar. O facto de ter passado uma fase de duvida não significa que me afastasse da igreja, continuei a ser cristão activo. Eu não sou a favor do fanatismo religioso. O meu Deus é um Deus que é tolerante, mas exigente, que não se impõe, mas propõem-se, que não castiga, mas avisa, que não exige sacrifícios, mas que me quer ver feliz. Este é o meu Deus, e o Deus de todos os que o querem amar. Estarei de volta ao grupo coral e com todo o empenho cumprirei a minha função.
Boa tarde,
Xavier Coutinho
