Caros leitores,
Apesar da vossa pequena participação com comentários aos artigos publicados neste blog, têm todo o direito de saber o motivo da despedida da nossa Cristina. O ensaio do grupo coral foi alterado pelo padre António de sexta-feira para quinta-feira devido á lectio-divina. A Cristina não tem disponibilidade para se apresentar ás quintas-feiras nos ensaios uma vez que vive no Porto e tal como todos nós tem a sua vida organizada. Assim sendo, hoje, dia 29-9-2007, foi a última missa em que a Cristina se disponibilizou a dirigir o grupo coral, com muita pena nossa... Lamentamos que assim seja e informo também os meus caros leitores que esta opção não é do meu agrado pois também eu estou impossibilitado de frequentar os ensaios á quinta-feira, uma vez que estou a estudar em Leiria e só posso vir á sexta-feira. É com este descontentamento que me despeço pois tenho plena consciência que não é a ausência de 3 ou 4 pessoas que frequentam a leccio-divina que farão a diferença para ensaiar o coro. Penso que ambas as actividades se poderiam manter em funcionamento. Mas se assim foi decidido, pois que seja... Cá nos conformaremos.
Com os melhores cumprimentos,
Xavier de Sousa Coutinho
Bíblia Católica
sábado, 29 de setembro de 2007
quinta-feira, 20 de setembro de 2007
A difícil missão de um padre!
Caros leitores,
Venho mais uma vez aqui falar das reticências que os fieis colocam á vida de párocos como o que temos e os que já tivemos na nossa freguesia. A missão de um padre é, de facto, difícil! Vejamos o sacrifício que o Pe. António não faz para aturar um organista irreverente como eu. lol A verdade é que enquanto os crentes apenas ouvem um padre na missa de domingo e numa ou noutra á semana, o pároco da freguesia tem de ouvir muitos fieis todos os dias. É certo que nem todos somos iguais. Uns são simpáticos e desejam o bem de todos, outros são como eu que tento se lhe dá como se lhe deu, e outros (mais raros) parece que só querem trazer problemas para o seio da comunidade. é por estas e por outras razões que venho aqui publicar este artigo, não a título de defesa do nosso pároco (embora fosse conveniente depois de um artigo como o que foi escrito pelo "Pe." Mário da Lixa e de outros em tudo semelhantes), porque ele não precisa que o defendam visto que sabe muito bem defender-se sozinho, mas sim para dar a conhecer aos leitores o que o inconsciente dos crentes (e fanáticos) os leva a pensar da vida que qualquer padre da sua freguesia.
Passo a expor:
"Se o padre fala mais de dez minutos é «chato».
Se o padre fala pouco, falta-lhe ciência e cultura.
Se fala alto, grita muito.
Se fala baixo, não se ouve nada e a aparelhagem sonora não presta.
Se tem carro é amigo dos ricos.
Se não tem, devia tê-lo porque anda sempre a incomodar os paroquianos pedindo boleia.
Se visita as famílias, anda a ver se se mete na vida alheia.
Se não visita, é padre da sacristia que não sabe conviver.
Se pede ofertas, vive para o material sempre a pedir dinheiro.
Se não pede, não se preocupa com as obras paroquiais e sociais.
Se atende a pessoas com calma, esquece-se de quem espera.
Se é breve, não liga nada dos problemas do seu povo.
Se trabalha fora, nunca se encontra na igreja.
Se não trabalha, passa o dia sentado á espera das beatas.
Se começa a missa na hora certa, obriga toda a gente a correr.
Se não começa, nunca tem horário.
Se é jovem não tem nenhuma experiência.
Se é velho, já se devia ter aposentado.
Se fala com as mulheres é namorador.
Se não fala, é um complexado a precisar de tratamento psiquiátrico.
Se fala do pecado e confissão,é um antiquado.
Se não fala, é um padre sem fé e sem doutrina.
Se exige preparação para os sacramentos, devia ser mais compreensivo.
Se não exige, é um deixa-correr, que não se preocupa com a formação.
Se usa batina, ainda está no Concílio de Trento.
Se não usa, tem medo de aparecer como padre.
Se manda tocar o sino ao domingo, atrapalha o descanso de toda a gente.
Se não manda, acabou com um costume tão bonito. Por isso o povo não vai á missa.
Se se preocupa com os pobres, é um subversivo.
Se não se preocupa, esqueceu-se do mandamento do amor.
Se fala com os ricos, é aliado do capital.
Se não fala, despreza os que o poderiam ajudar.
Se dinamiza a liturgia, ninguém entende mais a missa que já é teatro.
Se não dinamiza, estas missas mortas afastam os jovens.
Se é transferido, foi pena! Era um bom trabalhador...
Se vem um substituto, agora sim, o que se foi não fez nada.
Se morre, era o melhor padre do mundo.
Um mês após o seu falecimento: Que falta nos faz este padre! Que Deus tenha compaixão de dele e de nós que nem sempre o compreendemos!"
Vejam bem meus amigos, pois o nosso Pe. António é comedido em todos estes aspectos, pois entre os dois pólos encontrou o meio termo, e mesmo assim ele, e com ele toda a paróquia, passa algumas dificuldades.. Se Deus que é Deus não agrada a todos, para quê apontar o dedo ao presente e dar trunfos ao passado? Acordemos para a vida que a morte é certa!
Um abraço,
Xavier de Sousa Coutinho
Venho mais uma vez aqui falar das reticências que os fieis colocam á vida de párocos como o que temos e os que já tivemos na nossa freguesia. A missão de um padre é, de facto, difícil! Vejamos o sacrifício que o Pe. António não faz para aturar um organista irreverente como eu. lol A verdade é que enquanto os crentes apenas ouvem um padre na missa de domingo e numa ou noutra á semana, o pároco da freguesia tem de ouvir muitos fieis todos os dias. É certo que nem todos somos iguais. Uns são simpáticos e desejam o bem de todos, outros são como eu que tento se lhe dá como se lhe deu, e outros (mais raros) parece que só querem trazer problemas para o seio da comunidade. é por estas e por outras razões que venho aqui publicar este artigo, não a título de defesa do nosso pároco (embora fosse conveniente depois de um artigo como o que foi escrito pelo "Pe." Mário da Lixa e de outros em tudo semelhantes), porque ele não precisa que o defendam visto que sabe muito bem defender-se sozinho, mas sim para dar a conhecer aos leitores o que o inconsciente dos crentes (e fanáticos) os leva a pensar da vida que qualquer padre da sua freguesia.
Passo a expor:
"Se o padre fala mais de dez minutos é «chato».
Se o padre fala pouco, falta-lhe ciência e cultura.
Se fala alto, grita muito.
Se fala baixo, não se ouve nada e a aparelhagem sonora não presta.
Se tem carro é amigo dos ricos.
Se não tem, devia tê-lo porque anda sempre a incomodar os paroquianos pedindo boleia.
Se visita as famílias, anda a ver se se mete na vida alheia.
Se não visita, é padre da sacristia que não sabe conviver.
Se pede ofertas, vive para o material sempre a pedir dinheiro.
Se não pede, não se preocupa com as obras paroquiais e sociais.
Se atende a pessoas com calma, esquece-se de quem espera.
Se é breve, não liga nada dos problemas do seu povo.
Se trabalha fora, nunca se encontra na igreja.
Se não trabalha, passa o dia sentado á espera das beatas.
Se começa a missa na hora certa, obriga toda a gente a correr.
Se não começa, nunca tem horário.
Se é jovem não tem nenhuma experiência.
Se é velho, já se devia ter aposentado.
Se fala com as mulheres é namorador.
Se não fala, é um complexado a precisar de tratamento psiquiátrico.
Se fala do pecado e confissão,é um antiquado.
Se não fala, é um padre sem fé e sem doutrina.
Se exige preparação para os sacramentos, devia ser mais compreensivo.
Se não exige, é um deixa-correr, que não se preocupa com a formação.
Se usa batina, ainda está no Concílio de Trento.
Se não usa, tem medo de aparecer como padre.
Se manda tocar o sino ao domingo, atrapalha o descanso de toda a gente.
Se não manda, acabou com um costume tão bonito. Por isso o povo não vai á missa.
Se se preocupa com os pobres, é um subversivo.
Se não se preocupa, esqueceu-se do mandamento do amor.
Se fala com os ricos, é aliado do capital.
Se não fala, despreza os que o poderiam ajudar.
Se dinamiza a liturgia, ninguém entende mais a missa que já é teatro.
Se não dinamiza, estas missas mortas afastam os jovens.
Se é transferido, foi pena! Era um bom trabalhador...
Se vem um substituto, agora sim, o que se foi não fez nada.
Se morre, era o melhor padre do mundo.
Um mês após o seu falecimento: Que falta nos faz este padre! Que Deus tenha compaixão de dele e de nós que nem sempre o compreendemos!"
Vejam bem meus amigos, pois o nosso Pe. António é comedido em todos estes aspectos, pois entre os dois pólos encontrou o meio termo, e mesmo assim ele, e com ele toda a paróquia, passa algumas dificuldades.. Se Deus que é Deus não agrada a todos, para quê apontar o dedo ao presente e dar trunfos ao passado? Acordemos para a vida que a morte é certa!
Um abraço,
Xavier de Sousa Coutinho
terça-feira, 11 de setembro de 2007
Diferentes religações fundidas numa só fé
Caros, leitores,
Gostaria primeiro de esclarecer o conceito de religião para que seja possível compreender a razão pela qual escolhi este título para este artigo. Ora, religião é, nada mais , nada menos , do que uma religação do humano com o divino. Recuemos ao livro do génesis em que Deus criou o mundo assim como todas as coisas. Ao criar Adão e posteriormente Eva, estabelece-se uma relação humano-divina entre Deus e o Homem. Esta relação é "quebrada" (digo-o entre aspas porque a relação de Deus com os homens nunca se quebraria, tal é a misericórdia do Pai para connosco) quando Adão e Eva comem do fruto proibido. Desde então que o homem procura ao longo de toda a sua existência reencontrar-se com Deus. A prova viva aos olhos de todos e aos ouvidos de muitos homens e mulheres de bom coração é a pessoa de Jesus Cristo que, enviado pelo Pai, nasceu, cresceu, e viveu uma vida como a do mais comum dos mortais, provando aos humanos que é possível cumprir na vontade de Deus. Ao longo das suas vivências Jesus mostra que existem vários modos de seguir os seus preceitos. Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a nós mesmos resume todos os outros mandamentos. A vida em comunhão numa fé com obras sem que se façam distinções entre pessoas é o caminho mais próximo para nos tornar-mos mais humanos, e por consequência, mais divinos. Assim sendo, Deus não faz distinções entre aqueles que o interpretam desta ou daquela forma desde que cumpram a sua vontade. Chegamos então ao ponto que pretendo dar a conhecer. Existem igrejas autónomas que professam a mesma doutrina e fé, salvaguardada na sua integridade e totalidade pelo Papa. Mas, estas possuem diferentes particularidades histórico-culturais, uma tradição teológica e litúrgica diferentes e uma estrutura e organização territorial separadas, o que não impede que os seguidores destas sejam acolhidos no amor do Pai. No que diz respeito á Igreja, a adjetivação « católica » (que significa universal) tanto é aplicada à Igreja Latina quanto às Igrejas orientais católicas. São muito mais numerosos os fiéis que pertencem à Igreja Latina, mas são igualmente católicos os baptizados em qualquer das Igrejas particulares, de rito diferenciado, mas da mesma fé e comunhão com o Papa.
Com os melhores cumnprimentos,
Xavier de Sousa Coutinho
Gostaria primeiro de esclarecer o conceito de religião para que seja possível compreender a razão pela qual escolhi este título para este artigo. Ora, religião é, nada mais , nada menos , do que uma religação do humano com o divino. Recuemos ao livro do génesis em que Deus criou o mundo assim como todas as coisas. Ao criar Adão e posteriormente Eva, estabelece-se uma relação humano-divina entre Deus e o Homem. Esta relação é "quebrada" (digo-o entre aspas porque a relação de Deus com os homens nunca se quebraria, tal é a misericórdia do Pai para connosco) quando Adão e Eva comem do fruto proibido. Desde então que o homem procura ao longo de toda a sua existência reencontrar-se com Deus. A prova viva aos olhos de todos e aos ouvidos de muitos homens e mulheres de bom coração é a pessoa de Jesus Cristo que, enviado pelo Pai, nasceu, cresceu, e viveu uma vida como a do mais comum dos mortais, provando aos humanos que é possível cumprir na vontade de Deus. Ao longo das suas vivências Jesus mostra que existem vários modos de seguir os seus preceitos. Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a nós mesmos resume todos os outros mandamentos. A vida em comunhão numa fé com obras sem que se façam distinções entre pessoas é o caminho mais próximo para nos tornar-mos mais humanos, e por consequência, mais divinos. Assim sendo, Deus não faz distinções entre aqueles que o interpretam desta ou daquela forma desde que cumpram a sua vontade. Chegamos então ao ponto que pretendo dar a conhecer. Existem igrejas autónomas que professam a mesma doutrina e fé, salvaguardada na sua integridade e totalidade pelo Papa. Mas, estas possuem diferentes particularidades histórico-culturais, uma tradição teológica e litúrgica diferentes e uma estrutura e organização territorial separadas, o que não impede que os seguidores destas sejam acolhidos no amor do Pai. No que diz respeito á Igreja, a adjetivação « católica » (que significa universal) tanto é aplicada à Igreja Latina quanto às Igrejas orientais católicas. São muito mais numerosos os fiéis que pertencem à Igreja Latina, mas são igualmente católicos os baptizados em qualquer das Igrejas particulares, de rito diferenciado, mas da mesma fé e comunhão com o Papa.
Com os melhores cumnprimentos,
Xavier de Sousa Coutinho
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