Caros, leitores,
Gostaria primeiro de esclarecer o conceito de religião para que seja possível compreender a razão pela qual escolhi este título para este artigo. Ora, religião é, nada mais , nada menos , do que uma religação do humano com o divino. Recuemos ao livro do génesis em que Deus criou o mundo assim como todas as coisas. Ao criar Adão e posteriormente Eva, estabelece-se uma relação humano-divina entre Deus e o Homem. Esta relação é "quebrada" (digo-o entre aspas porque a relação de Deus com os homens nunca se quebraria, tal é a misericórdia do Pai para connosco) quando Adão e Eva comem do fruto proibido. Desde então que o homem procura ao longo de toda a sua existência reencontrar-se com Deus. A prova viva aos olhos de todos e aos ouvidos de muitos homens e mulheres de bom coração é a pessoa de Jesus Cristo que, enviado pelo Pai, nasceu, cresceu, e viveu uma vida como a do mais comum dos mortais, provando aos humanos que é possível cumprir na vontade de Deus. Ao longo das suas vivências Jesus mostra que existem vários modos de seguir os seus preceitos. Amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a nós mesmos resume todos os outros mandamentos. A vida em comunhão numa fé com obras sem que se façam distinções entre pessoas é o caminho mais próximo para nos tornar-mos mais humanos, e por consequência, mais divinos. Assim sendo, Deus não faz distinções entre aqueles que o interpretam desta ou daquela forma desde que cumpram a sua vontade. Chegamos então ao ponto que pretendo dar a conhecer. Existem igrejas autónomas que professam a mesma doutrina e fé, salvaguardada na sua integridade e totalidade pelo Papa. Mas, estas possuem diferentes particularidades histórico-culturais, uma tradição teológica e litúrgica diferentes e uma estrutura e organização territorial separadas, o que não impede que os seguidores destas sejam acolhidos no amor do Pai. No que diz respeito á Igreja, a adjetivação « católica » (que significa universal) tanto é aplicada à Igreja Latina quanto às Igrejas orientais católicas. São muito mais numerosos os fiéis que pertencem à Igreja Latina, mas são igualmente católicos os baptizados em qualquer das Igrejas particulares, de rito diferenciado, mas da mesma fé e comunhão com o Papa.
Com os melhores cumnprimentos,
Xavier de Sousa Coutinho
Bíblia Católica
terça-feira, 11 de setembro de 2007
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